
Como o senhor define o namoro e qual a sua real finalidade?
DPF – O namoro é a oportunidade de aproximação das pessoas que têm simpatia entre si, para que se auto-descubram, abrindo espaços para compromissos mais graves que são o pórtico do futuro relacionamento conjugal.
Que conselho o senhor daria ao jovem que pretende casar-se?
DPF – Que acima de tudo realize uma auto-reflexão, para ver quais são as suas possibilidades de tolerar o parceiro, afim de que a decisão precipitada não resulte na tomada de uma nova decisão, que será igualmente imatura.
A psicologia, estabelece que a maior dificuldade do relacionamento jovem, quando este busca o matrimônio e de qualquer adulto, é a concessão de espaço. O espaço que todo indivíduo tem quando é solteiro, isto é, a liberdade de movimentos, a área na qual vive, a disposição das atividades e interesses a que se acostuma, quando vem o compromisso matrimonial e tem que reparti-lo, a princípio sob o estímulo dos valores do desejo, faz a concessão, porém, mais tardem o hábito que nele está arraigado, começa a gerar atritos que se transformam normalmente em atitudes de agressividade redundando em separação. Então é necessário que o indivíduo masculino ou feminino considere que, a partir da sua união conjugal, ele é metade, que marcha na busca de outra metade, para que se complemente numa vivência inteira.
O casamento é uma realização sexual?
DPF – O casamento é a busca de alguém para uma vida que se deve caracterizar pelo entendimento e pela realização para que eleja os parceiros respectivos. Nietszche, o pensador Alemão, costumava dizer que, o que mantém o casamento, não é o sexo, que ele chamava amor, mas a amizade, que é o respeito recíproco que deve existir entre as criaturas, o diálogo que sustente a ternura entre ambos e a necessidade natural de uma complementação de um no outro, pela maneira de viver e inter-relacionar-se.
Divaldo, nunca se buscou tanto sexo como na atualidade. São jovens na constante troca de parceiros e são os casais na infidelidade conjugal. Perguntamos: O ser humano necessita tanto assim de amor? O sexo é realmente amor?
DPF – Não, o sexo é um fenômeno biológico de atração magnética, porque os animais o praticam e não se amam. O amor é um sentimento, o sexo é um veículo de sensações. Quando irrigado pelas superiores emoções do amor ele luariza a alma e sem o condimento santificante desta emoção ele atormenta o ser.
Não creio que jovens sejam responsáveis por isto, mas sobretudo muitos adultos e muitos idosos que mantiveram o conceito sexual enganoso e o envolveram na indumentária do pecado, aqueles que pertencem ainda hoje, a mentalidade Vitoriana, em que o erro é o povo tomar conhecimento e não praticar às ocultas.
Todo fenômeno de revolução passa por um ápice, para depois chegar à normalidade. Ocorre que as grandes indústrias do sexo, a grande mídia, estimula as sensações mais primitivas para poder vender prazer em detrimento de conduzir as expressões superiores da vida. Mas é natural, em dias que não estão distantes, o homem saturado das sensações, buscará encontra-se consigo, através das emoções superiores, nas quais o sexo tem um papel importante a desempenhar: a permuta de hormônios e o equilíbrio da vida.
Os desajustados sexuais têm seus desequilíbrios nos órgãos do sexo?
DPF – De maneira nenhuma. Os órgãos respondem aos implementos do psiquismo. Sucede que nós colocamos o sexo na cabeça ao invés de impor à cabeça como comandante do sexo. Nas áreas das patologias sexuais e dos distúrbios de comportamento, de conduta, o sexo reflete o estado do espírito que habita o corpo que se atormenta. A terapêutica deve vir de dentro para fora, pela renovação moral do indivíduo e a superação constritora da paixão.
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